Rotary Club da Figueira da Foz promove programa de vacinação infantil

Rotary Club da Figueira da Foz promove programa de vacinação infantil

“Notícias” da Fundação Rotária Portuguesa (FRP) divulga mais uma ação enquadrada no âmbito do regulamento de candidatura a projetos de apoio da FRP. Neste sentido, conversámos com Nuno Mendonça do Rotary Club da Figueira da Foz (que no ano rotário 2016/2017 foi presidido por Maomede Cabrá), responsável pelo acompanhamento do projeto “Vacinação Solidária – Vacina Prevenar 13), que o clube sediado na Figueira da Foz desenvolveu no último ano rotário.

Notícias (N.) – Como decorreu o processo de candidatura do projeto “Vacinação Solidária – Vacina Prevenar 13”?
Nuno Mendonça (N.M.) – A preparação da candidatura do projeto de Vacinação Solidária, exigiu uma articulação estreita entre o Rotary Club da Figueira da Foz e a Administração Regional de Saúde do Centro, nomeadamente através da Unidade de Saúde Pública do Agrupamento de Centros de Saúde do Baixo Mondego. Com o empenho da enfermeira Fernanda Vitória foi possível quantificar o número de crianças nascidas entre 2010 e 2014, as quais não haviam recebido qualquer dose da vacina Prevenar 13, muitas devido a dificuldades económicas. Deste modo, após a recolha de toda a informação necessária e estabelecido o necessário protocolo entre instituições, foi submetida a candidatura à Fundação Rotária Portuguesa.

N. – Qual o alcance deste projeto enquadrado na ênfase da “Promoção da Saúde”?
N.M. – O presente projeto enquadra-se na promoção da saúde através da vacinação contra um agente patogénico responsável por diversos tipos de infeções, podendo mesmo causar a morte. Inicialmente, o projeto visava providenciar uma dose da vacina Prevenar 13 a crianças nascidas entre 2010 e 2013, e que não haviam sido vacinadas com esta vacina. No entanto, após o início do projeto (junho de 2015), o Governo inclui esta vacina no Plano Nacional de Vacinação, para todas as crianças nascidas após janeiro de 2015. Este facto deixaria as crianças nascidas em 2014, economicamente desfavorecidas, sem qualquer acesso a esta vacina. Por isso, o Rotary Club da Figueira da Foz, em articulação com os diferentes parceiros, decidiu estender o Programa de Vacinação Solidária também às crianças nascidas em 2014. Neste sentido, a população alvo deste programa cifra-se em 450 crianças, nascidas entre 2010 e 2014.

N. – Sendo um projeto vocacionado para a ajuda à comunidade, nomeadamente da área da saúde, e concretamente na vertente da vacinação de crianças, até quando se prolongará?
N.M. – Tendo tido o seu início em junho de 2015, o presente projeto irá decorrer até ao final de dezembro de 2017. Por esta altura, prevê-se que todas as crianças nascidas entre 2010 e 2014, economicamente desfavorecidas, tenham recebido pelo menos uma dose desta vacina.

N. – No final da ação quantas crianças oriundas de famílias desfavorecidas estarão vacinadas?
N.M. – O número inicial de crianças nascidas entre 2010 e 2014, não vacinadas com a vacina Prevenar 13, era de 450. Entre estas contam-se crianças de famílias desfavorecidas, assim como crianças cujos pais não são apologistas da vacinação dos filhos, um assunto na ordem do dia no nosso país. De acordo com a estatística de vacinação referente aos anos já encerrados (2010 a 2012), prevê-se que o número de crianças vacinadas oriundas de famílias desfavorecidas possa atingir as 300.

N. – Quem mais está envolvido nesta iniciativa para além do RC Figueira da Foz?
N.M. – Os parceiros desta iniciativa são a Administração Regional de Saúde do Centro, a Pfizer, a Farmácia Santa Ana Jardim, a BID Lab, a Offsetarte. Paralelamente, o presente projeto contou com o patrocínio das seguintes empresas e entidades: Fundação Rotária Portuguesa, Celbi, Verallia, Câmara Municipal da Figueira da Foz, Carlos Andrade & Associados, Lda., Litocar, Primótica, Águas da Figueira, Anacleto Cardoso Unip. Lda. e Pisciarte, Lda. Finalmente, enquanto media partner, contamos com o apoio do site Figueira na Hora. Apenas, com a participação de todos estes agentes tem sido possível levar este projeto a bom porto.

N. – Foi difícil envolver nesta ação os outros parceiros, nomeadamente as empresas?
N.M. – Apesar do projeto ter tido início ainda numa fase de recuperação da economia nacional (junho de 2014), a adesão das empresas e entidades foi muito satisfatória, muitas dividindo o apoio durante os anos de vigência do projeto, facilitando assim a programação do mesmo. A nobre causa em questão, promoção da saúde de crianças desfavorecidas, foi facilmente identificada pelas empresas e entidades como um ato de responsabilidade social, levando a um envolvimento constante e empenhado.

N. – A Administração Regional de Saúde entidade parceira nesta iniciativa, que papel teve em todo o processo?
N.M. – A Administração Regional de Saúde do Centro, nomeadamente através da Unidade de Saúde Pública do Agrupamento de Centros de Saúde do Baixo Mondego, na pessoa da enfermeira Fernanda Vitória, foi essencial para a identificação das crianças nascidas entre 2010 e 2014, as quais não haviam recebido qualquer dose da vacina Prevenar 13. Paralelamente, foi também essencial na articulação com as equipas das diferentes unidades de saúde da Figueira da Foz, visando a obtenção de receitas da responsabilidade médica, e efetiva vacinação das crianças, providenciada pelas equipas de enfermagem.

N. – Este projeto para além da logística que teve de ser montada envolve que montantes?
N.M. – Uma vez que o projeto envolve a aquisição pelo Rotary Club da Figueira da Foz das vacinas a serem administradas, de acordo com as receitas recebidas da ARS Centro, e contabilizando os apoios dos parceiros Pfizer e Farmácia Santa Ana Jardim, o projeto envolve montantes entre os 15 mil e os 20 mil euros, dependendo do número de crianças vacinadas. Apenas após a conclusão do mesmo, será possível ter um valor concreto, uma vez que, à data de 21 de agosto, ainda permanecem cerca de 61 crianças para vacinar, nascidas nos anos 2013 e 2014.

N – A educação e a saúde são duas áreas acarinhadas pelo RC Figueira da Foz, quer com este projeto, quer com a atribuição de bolsas de estudo a estudantes. Projetos para o futuro?
N.M. – Neste momento, o Rotary Club da Figueira da Foz já lançou um novo projeto humanitário que visa alargar horizontes de esperança e qualidade de vida a duas jovens figueirenses que vivem prisioneiras de um mesmo destino fatídico: ambas atropeladas na infância, sofrem a clausura do corpo paralisado e condicionado a rudimentares cadeiras de rodas e dependentes de terceiros para circularem e proverem às funções mais básicas do quotidiano. Deste modo, o projeto visa a obtenção de duas cadeiras de rodas adaptadas para que algumas das suas muitas limitações se quebrem e possam, autonomamente, ir ao encontro do mundo que percorrem nos seus sonhos. Este novo projeto tem uma duração prevista de 24 meses.

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