Rotários portugueses preparam grande campanha de plantação de árvores

Rotários portugueses preparam grande campanha de plantação de árvores

Os noventa e um clubes do distrito rotário 1970 – que abrange a zona centro e norte de Portugal – preparam uma grande campanha de plantação de árvores na sequência de um desafio lançado pelo atual presidente Rotary International, Ian Riseley, aceite pelo governador do distrito, Alberto Soares Carneiro. Respondendo aos terríveis incêndios que destruíram grandes áreas de floresta, o programa, com o nome “Um Rotário Uma Árvore”, prevê que sejam plantadas milhares de árvores.

Os dados do sistema europeu de informação sobre fogos florestais, EFFIS na sigla inglesa, indicam que a área ardida em Portugal, este ano, superou os 500 mil hectares, o pior ano de sempre na dimensão da área ardida, desde que existem registos fiáveis, passando à frente do ano negro de 2003 quando arderam 430 mil hectares.

O movimento Rotary sempre esteve atento à importância das árvores no equilíbrio da natureza tendo o seu presidente, Ian Riseley, por ocasião da sua tomada de posse, em julho de 2017, defendido que “a preservação do meio ambiente e o combate a ações que provocam mudanças climáticas são vitais à sustentabilidade dos nossos projetos.”

Riseley, um contabilista do Rotary Club de Sandringham, Austrália, desafiou os clubes a fazerem a diferença plantando uma árvore para cada um dos seus associados entre o início do ano rotário, em 1 de julho, até o Dia Internacional da Terra, em 22 de abril de 2018. No distrito 1970, devido às condições climáticas propícias a essa ação, o governador Alberto Soares Carneiro pede aos clubes do distrito que plantem as árvores até 23 de fevereiro de 2018, dia em que se assinalarão os 113 anos do Rotary International.

As árvores absorvem o dióxido de carbono e outros gases causadores do efeito estufa, desacelerando o aquecimento global, libertam oxigénio, vital aos seres humanos, contribuem para manutenção do clima, as suas copas diminuem a velocidade dos ventos, as suas raízes retêm o solo impedindo a erosão auxiliando na captação de águas pelos lençóis subterrâneos, diminuem os ruídos, produzem sombra, alimentos, madeira, dão abrigos aos animais, entre muitas outras utilidades.

O movimento rotário considera que as árvores deverão ser, por isso, objeto de grande preocupação. As florestas, e outras formas de vegetação, produzem bens e serviços ambientais essenciais para a conservação da diversidade de vida, manutenção dos rios, lagos e depósitos de água, conservação do solo, contenção da erosão e regularização do clima, além de proporcionar recreação e lazer.

Ian Riseley confessou esperar “que o resultado do nosso trabalho vá muito além do impacto ambiental positivo que causaremos plantando 1,2 milhão de árvores,” acrescentando crer que “a partir de agora todos no Rotary se conscientizem da nossa responsabilidade não apenas com a população mundial, como também com o nosso planeta.”

O distrito 1970 tem cerca de 2000 associados, em 91 clubes, pelo que o objetivo do seu governador, Alberto Soares Carneiro – respondendo ao desafio do presidente do Rotary International e aos incêndios que atingiram este ano o centro e o norte do país – é que sejam plantadas mais de 2000 árvores.

O Rotary é uma rede global de profissionais e líderes comunitários. São mais de 1.2 milhões de voluntários em mais de 35.000 clubes em mais de 200 países e territórios. Parceiros da ONU, da OMS, da UNICEF e das principais organizações humanitárias internacionais, o movimento existe há mais de 112 anos.

 

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