RC Vale de Cambra presta importante ajuda a alunos com Necessidades Educativas Especiais

“Notícias” da Fundação Rotária Portuguesa (FRP) dá conta de mais uma ação rotária enquadrada no âmbito do regulamento de candidatura a projetos de apoio da FRP. Trata-se do projeto “Aquisição de computador portátil – Estudantes necessidade Educativas Especiais” que envolveu o Rotary Club de Vale de Cambra (RC Vale de Cambra), que no atual ano rotário é presidido por José Carlos de Bastos Roque. A propósito desta iniciativa que o clube candidatou na fase de Setembro de 2017 falámos com Rui Pedro Ferreira Valente, representante do clube à FRP, e que acompanhou o processo de candidatura.

Notícias (N.) – Desde a entrada em vigor do novo Regulamento de Candidatura a Projetos de Apoio à Fundação Rotária Portuguesa o Rotary Club de Vale de Cambra candidatou quatro projetos divididos entre a Promoção da Saúde e a Alfabetização/Educação. Que balanço faz desta participação?
Rui Pedro Valente (R.P.V.) – O nosso Club Rotário pretende ser cada vez mais uma referência, essencialmente local mas não só. De facto, o balanço das nossas ações é muito positivo. Temos tido um retorno extremamente satisfatório não só das pessoas/instituições diretamente visadas pelos nossos projetos, mas também pela sociedade civil em geral, o que nos faz acreditar cada vez mais que o nosso caminho é este, o de sermos “pessoas em ação”.

N. – Em Setembro último, o clube candidatou um projeto na área da Alfabetização/Educação intitulado “Aquisição computador portátil – Estudantes Necessidades Educativas Especiais? Em que consiste esta ação?
R.P.V. – Efetivamente esta candidatura surgiu da perceção da existência de crianças, no caso dois alunos do ensino básico, que se debatiam com a falta de recursos informáticos específicos, adequados às suas necessidades educativas caracterizadas pelo nosso sistema de ensino como sendo “especiais”. Aliadas a essas necessidades, constatou-se a inexistência de recursos económicos dos agregados familiares respetivos que permitissem um apoio direto a essas crianças. O Rotary Club de Vale de Cambra abraçou de imediato o projeto, munindo-se das características dos equipamentos necessários contactou eventuais parceiros, efetuou a candidatura na área da Alfabetização/Educação, e foi com extrema satisfação que no mês de dezembro se entregaram os equipamentos em questão às crianças que deles necessitavam.

N. – Os computadores adquiridos têm funções específicas uma vez que visam apoiar o desenvolvimento de dois jovens com Necessidades Educativas Especiais?
R.P.V. – O que procuramos foi, em conjunto com o diretor de agrupamento escolar que abrange as escolas onde as duas crianças estudam, perceber quais as características mais adequadas. Assim sendo, a escolha recaiu num equipamento híbrido, não só com o teclado tradicional mas também com o ecrã tátil, caraterística tida como muito importante tendo e vista a utilização diária pelos estudantes em questão.

N. – Para concretizar este projeto o clube realizou parcerias? Com quem?
R.P.V. – Cada vez mais o estabelecimento de parcerias é tido como essencial no desenvolvimento de qualquer projeto, e ao nível do apoio social esse facto parece fazer ainda mais sentido. O caso concreto não constituiu exceção, sendo que devemos ressalvar a facilidade com as parcerias foram estabelecidas. No caso, a abertura para participação no projeto demonstrada desde o primeiro contato por responsáveis pelas empresas Construções Fernando Soares Ferreira SA e Traditimber Comércio SA foi, a todos os títulos, notável. Estamos muito gratos e louvamos a existência de empresários que valorizam o apoio social e sempre prontos a colaborar, neste caso com o Rotary Club de Vale de Cambra.

N. – Quem são os jovens beneficiários desta iniciativa do RC Vale de Cambra?
R.P.V. – Beneficiaram com este projeto os alunos Telma Rafaela Pina Vieira e Diogo Tavares de Almeida, a quem desejamos muito sucesso na vida pessoal e académica.

N. – Que novos projetos pensa o clube desenvolver?
R.P.V. – A atenção que o Rotary Club de Vale de Cambra tem com o meio onde se insere permite percecionar as necessidades de franjas sociais mais desfavorecidas. Os três projetos que estão no momento a ser gizados visam essencialmente atuações aquele nível. Logo que passem a fase embrionária onde se encontram atualmente, daremos notícia dos mesmos! Como já foi dito, com o apoio imprescindível da Fundação Rotária Portuguesa e com o estabelecimento de parcerias, sejam de caráter mais permanente ou casuístico, estamos certo que verão a luz do dia e servirão a comunidade de uma forma efetiva e com excelentes resultados para a sociedade.

N. – Que comentário lhe suscita a participação da Fundação Rotária Portuguesa no apoio financeiro aos projetos apresentados pelos clubes. É uma mais-valia?
R.P.V. – No nosso entender, a ação da Fundação Rotária Portuguesa é preponderante no apoio aos projetos apresentados pelos clubes. Não obstante a existência de vontades locais, como aliás é referido em questões anteriores, e sejam essas vontades partilhadas tanto pelo Rotary Club de Vale de Cambra como por outros importantes atores sociais, há que notar o papel moralizador e catalisador que a Fundação Rotária Portuguesa assume quando se disponibiliza para apoiar financeiramente os projetos. É certo que existe iniciativa dos Clubes Rotários, e apraz-nos sentir que essa iniciativa tem vindo a assumir uma relevância crescente, mas também é facto que um apoio ao nível supra permite um outro conforto nos voos que se pretendem efetuar. E toda a sociedade só tem a beneficiar com isso.

N. – Entende que os projetos dos clubes se devem confinar apenas e, só, à área de Alfabetização/Educação ou que também seja alargado aos projetos Promoção de Saúde e Recursos Hídricos e Ambiente, conforme previsto no plano estratégico em vigor?
R.P.V. – 
Temos a firme convicção que quanto maior for a abrangência dos projetos a que os clubes rotários se dediquem, maior será o sucesso e o desenvolvimento das áreas respetivas. Os Clubes Rotários são, nem só por definição mas cada vez mais no terreno, quem conhece as feridas sociais que de forma mais urgente importa estancar. E repare-se: alfabetizar/educar também deve compreender a promoção de saúde e cada vez mais também tem inerente o cuidado com o ambiente e os recursos hídricos, e cuidar do ambiente e dos recursos hídricos é essencial para promover a saúde. Todas as áreas estão relacionadas, e sejam ações com impacto mais ou menos imediato ou cujos efeitos se farão sentir a médio e longo prazo são, definitivamente, ações relevantes socialmente.  Agora, claro está que existem dificuldades na operacionalização dos projetos. Imensas dificuldades, materiais e imateriais, financeiras e de disponibilidade de tempo. Centremo-nos no que efetivamente são prioridades, e surge-nos um mundo de potenciais projetos, cada um com a sua premência e mais valias. Mas é assim mesmo, por isso é que temos orgulho de fazer parte de uma rede de “1.2 milhões de vizinhos, amigos, líderes e solucionadores de problemas…!” Só caminhando se percorre o caminho, com passos pequenos mas firmes e com um sentido único.

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