Melhores bolseiros (D1960 e D1970) da Fundação Rotária Portuguesa agradecidos pelo apoio recebido

“Notícias” falou com os dois jovens que, na cerimónia do 59.º aniversário da Fundação Rotária Portuguesa (FRP), decorrida em Pombal, receberam as bolsas relativas aos Melhores Bolseiros da instituição. Eric Solcan (melhor bolseiro da FRP, Distrito 1960) e Daniela Cardoso (melhor bolseira da FRP, Distrito 1970) receberam, respetivamente, a Bolsa Escolar Teixeira Lopes e Casal Melich. Da conversa que tivemos com os jovens destaca-se o gosto que os dois têm em estudar e descobrir novos temas de interesse; a preocupação que têm com a família, e a vontade de conseguirem no futuro um trabalho que lhes permita ter uma vida equilibrada. Ambos mostraram surpresa em terem sido escolhidos para receber estas bolsas.

Eric Solcan: “receber esta distinção por ser o melhor
bolseiro do distrito não era algo que eu esperaria alcançar

Notícias (N.) – O que é que te motiva a seres um bom aluno?
Eric Solcan (E. S.) – A minha motivação para ser um bom aluno provém de diversos sítios, mas acho que o mais relevante resulta da parte da família, seja esta uma motivação ativa ou passiva. A parte “ativa” é a minha família a incentivar-me diretamente para continuar a fazer o que faço, tentando progredir nas minhas capacidades. A parte “passiva” é basicamente eu ver as oportunidades de estudo que tenho, as quais alguns dos familiares não a tiveram, e simplesmente tentar aproveitá-las ao máximo, tentado conseguir obter um futuro igual ou até melhor ao deles.
N. – Ficaste surpreendido por teres sido escolhido para receber uma distinção de âmbito escolar. Neste caso a Bolsa Teixeira Lopes, que configura um dos galardões entregues ao melhor bolseiro(a) da Fundação Rotária Portuguesa (Distrito Rotário 1960)?
E. S. – Sim, a atribuição da bolsa foi inesperada e deixou-me bastante surpreendido. Eu já estava extremamente satisfeito e contente pelo facto de ter conseguido obter uma bolsa escolar da parte da Fundação Rotária Portuguesa, mas conseguir receber esta distinção por ser o melhor bolseiro do distrito não era algo que eu esperaria alcançar. Mas, visto que acabou por acontecer, devo dizer que foi uma honra receber esta bolsa e, consequentemente ter participado na cerimónia.
N. – Em que medida é que esta Bolsa Escolar te ajuda?
E. S. – A bolsa foi uma grande ajuda principalmente no âmbito dos materiais escolares, nomeadamente, na compra dos livros, visto que tira um peso da “carteira” no início do ano escolar. Ao longo do ano também é extremamente útil para certos extras, como por exemplo para o passe de autocarros, refeições, outros materiais escolares, entre muitos outros.
N. – Quais as dificuldades que esperas encontrar ao passares do Ensino Secundário para o Ensino Superior, uma vez que no próximo ano letivo vais frequentar o 1.º Ano da licenciatura em Engenharia Informática, na Universidade Nova de Lisboa?
E. S. – Passando do Ensino Secundário para o Ensino Superior, eu diria que é uma mudança muito grande, talvez até se possa dizer que é um “recomeço”. Visto que é um âmbito completamente diferente, com métodos de ensino diferentes, eu diria que as maiores dificuldades serão exatamente nesse âmbito: a adaptação ao novo ambiente e o enquadramento no curso de Engenharia Informática e as consequentes disciplinas.
N. – Que expetativa tens para o próximo ano letivo?
E. S. – Como já disse anteriormente, a entrada no Ensino Superior é uma mudança bastante grande, portanto eu não tenho grandes expetativas para o que está por vir. Simplesmente espero ter facilidade em adaptar-me ao novo ambiente, conseguindo superar as dificuldades que vá tendo e aprofundando os meus conhecimentos nesta (e possivelmente outras) área.
N. – A informática é uma das áreas com futuro, no que diz respeito ao mercado de trabalho. Que ramo/área prevês seguir? Porquê?
E. S. – Eu desde pequeno que gosto de informática seja em computadores, telemóveis, consolas. É algo que por alguma razão sempre me cativou a atenção, e ainda hoje continua a cativar, visto que vou seguir a área de informática. Ainda tenho alguns anos de estudo pela minha frente, mas se tivesse de decidir neste momento, eu diria que estaria mais à vontade e mais satisfeito seguindo alguma área que envolva programação, seja esta em web design, ou algo mais avançado. O porquê desta escolha, nem eu sei ao certo, mas talvez seja pelo facto de ter familiares que trabalham nessas áreas, e também pelo facto de dar liberdade de, por um lado, estar em contacto direto com tecnologia e o seu avanço, e por outro, dar a liberdade de criar e imaginar coisas novas, sejam estas simples programas, jogos, ou sistemas operativos.

Num minuto…

Nome: Eric Solcan
Idade: 19
Natural: Moldávia
Reside: Lisboa, Carnaxide
Hobby: Computadores e convívio com amigos/família
Disco/músico preferido: Nenhum em específico. É mais um gosto por certos estilos (Techno, Drum&Bass, etc)
Filme que mais gostei: Não tenho um filme em específico, mas a saga “The Lord of the Rings”
Prato preferido é: Pizza
Praia: Não sou grande fã do sol
País: Nunca visitei, mas Japão
Férias em: Moldávia (visitar a família)
Viagem que gostava de fazer: Japão
Objetivo de vida: Como ainda sou estudante, o meu maior objetivo é finalizar os estudos e conseguir um emprego.
O que me inspira é: O facto de estar no ambiente que estou e saber das oportunidades que tenho, inspiram-me a continuar a melhorar e tentar não perder estas mesmas oportunidades.

 

Daniela Cardoso: “penso que engenharia aeroespacial é o que quero seguir”

Notícias (N.) – O que é que te motiva a seres uma boa aluna?
Daniela Cardoso – Gosto de tirar o maior proveito das minhas capacidades e desde que me apercebi que consigo ser bastante boa no campo escolar, motivo-me sempre a ser o melhor que posso. Para além disso, desde sempre que me disseram que quanto mais longe chegar academicamente mais possibilidades tenho de chegar onde quero.
N. – Ficaste surpreendida por teres sido escolhida para receber uma distinção de âmbito escolar. Neste caso a Bolsa Casal Melich, que configura um dos galardões entregues ao melhor bolseiro(a) da Fundação Rotária Portuguesa (Distrito Rotário 1970)?
D. C. – Sim, fiquei surpreendida. Nunca pensei que fosse a melhor aluna do distrito 1970.
N. – Em que medida é que esta Bolsa Escolar te ajuda?
D. C. – Proporciona-me oportunidade de realizar diversas atividades que os meus pais nem sempre me podem proporcionar.
N. – No próximo ano letivo vais frequentar o 12.º Ano na Escola Secundária Felismina Alcântara, em Mangualde. Que expetativa tens?
D. C. – Espero que seja um bom ano que me dê aquele último gosto de ensino secundário e que proporcione ainda muitas experiências que possa levar para a vida. Espero ainda que seja um ano de bons exames e que me dê a segurança de nota que preciso.
N. – Vais figurar no Quadro de Honra da escola. É uma responsabilidade adicional ou encaras esse facto com naturalidade?
D. C. – Não é de forma alguma uma responsabilidade adicional nem sinto qualquer pressão. É sempre bom ser reconhecida pela escola. Faço sempre o meu melhor para ter a nota que preciso para o curso que quero e entrar no Quadro de Honra é um extra.
N. – Com certeza já pensaste/refletiste sobre a área de estudos que queres seguir quando ingressares numa Universidade ou num Instituto Politécnico. O que pretendes seguir? Porquê?
D. C. – Já refleti e já mudei de ideia muitas vezes mas, penso que engenharia aeroespacial é o que quero seguir. Previamente era mais pelo fascínio pelo espaço e pelas aeronaves mas desde que tive uma experiência na Universidade de Verão na Universidade de Lisboa a construir um nano satélite, que se tornou numa ideia definitiva.

Nome: Daniela Beatriz Cabral Cardoso
Idade: 16 anos
Natural: Guarda
Reside: Freixiosa, concelho de Mangualde
Hobby: tocar violino
Livro preferido: “As Cidades Invisíveis”
Disco/músico preferido: “Arcade Fire”
Filme que mais gostei: “Interstellar”
Prato preferido: massa ao vinagrete
Praia: Monte Gordo
País: Portugal
Férias em: Algarve
Viagem que gostava de fazer: Hawai
Objetivo de vida: ser uma engenheira aeroespacial que faz a diferença no mundo
O que me inspira é: tudo o que ainda é desconhecido e está à espera de ser descoberto e a simplicidade e beleza do que nos rodeia.

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