Fórum Felicidade: A Nova Cultura Empresarial deu início à 35ª Conferência do Distrito 1970

Fórum Felicidade: A Nova Cultura Empresarial deu início à 35ª Conferência do Distrito 1970

Felicidade nas empresas, o tema central do fórum que inaugurou a 35ª Conferência do Distrito 1970 e que decorreu na tarde de 1 de junho na Universidade Lusíada, no Porto.

Depois das apresentações inicias do Governador do Distrito Alberto Soares Carneiro e do Representante do Presidente do Rotary International Paulo Zanardi, foi altura dos oradores subirem ao palco para discutir este tema tão fundamental nos dias de hoje, mas ainda tão pouco falado.

Susana Barros, Diretora de Marketing do Grupo Bernardo da Costa; Pedro Fraga, Presidente da F3M S.A.; Ruediger Saur, Presidente da Bosch Termotecnologia e Elísio Silva, Diretor da DUAL discutiram durante cerca de duas horas sobre o que era para eles, e para as empresas que gerem e onde trabalham, a felicidade no trabalho. A sessão foi moderada por Hélder Sampaio.

Como é tratado o termo felicidade nas empresas de hoje? Foi com esta pergunta que foi iniciada a discussão. Ruediger, presidente da Bosch Termotecnologia, começou por dizer que esse era um termo que não era utilizado na sua organização: “nós não falamos em felicidade, mas tentamos incutir a satisfação e o bem-estar nos nossos colaboradores. Seria impensável que não tentássemos criar uma boa experiência a todos, visto que passamos na empresa grande parte do nosso tempo”.

Por seu lado, Susana Barros, diretora de marketing do Grupo Bernardo da Costa, utiliza diariamente o termo e até foi a responsável por criar um Departamento da Felicidade dentro da sua empresa. “Infelizmente não estamos habituados a utilizar este termo no mundo empresarial, no entanto se não formos trabalhar felizes não vamos dar o nosso melhor, por isso criamos este departamento”.

Pedro Fraga, fundador da F3M, começa por afirmar que na empresa que gere o fundamental é o respeito entre todos. “Ninguém levanta a voz a ninguém. Ninguém faz reparos públicos. São estes os dois princípios fundamentais da empresa”.

Elísio Silva, presidente da DUAL, afirma que ficou “preocupado” ao saber o tema do fórum, pois tem “dificuldade em descrever o que é felicidade”. No entanto afirma que as pessoas são o maior ativo das empresas e que por isso a sua felicidade deve ser tida em causa.

Depois de falarem um pouco sobre o que cada empresa e organização faz no que toca a felicidade dos seus colaboradores, foi também ainda discutido as dificuldades inerentes a esta causa.

Para Pedro Fraga, é crucial que os gerentes percebam que gerir pessoas de diferentes idades deve ser feito de maneira diferente. “Não é tratar as pessoas de forma diferente, mas olhá-las de forma diferente. Quem gere pessoas gere ser humanos diferentes, e o que motiva a felicidade de um, não motiva a de outro. E a nossa função como empresários é criar bom ambiente.”

Por fim, esteve presente no fórum, o ex-ministro da economia, Daniel Bessa, que teceu algumas considerações finais sobre o tema discutido e que admitiu ter sido a primeira vez que ouviu o termo felicidade associado ao mundo empresarial. No entanto, afirmou que foi uma discussão interessante e destacou a ideia que a responsabilidade social das empresas também incluiu a felicidade dos colaboradores.

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