A formar a próxima geração de líderes do Rotary

A formar a próxima geração de líderes do Rotary

Por Mary Helman, Past-Governadora do Distrito 7780 e membro do Rotary Club de Boothbay Harbor, Maine, EUA

Tive a sorte de ser líder de formação na Assembleia Internacional deste ano, um exercício anual para os novos líderes do Rotary. É uma atmosfera rarificada. Todos nós, líderes de formação, estávamos conscientes quer do privilégio quer da responsabilidade envolvidos no convite para formar a próxima geração de líderes do Rotary.

Foram selecionados 40 rotários para servir, um de cada zona do Rotary e alguns extras para os diferentes idiomas. Cerca de um terço estavam lá pela segunda (e geralmente última) vez. Valarie Wafer e o seu marido, Mark, do Canadá estavam lá pelo segundo ano. Também conhecia outros amigos rotários do grupo, Rodolfo Bianchi de Guatemala e Stephen Mwanje, do Uganda, que eu conheci através de atividades de serviço que tinha feito nesses países; Peter Kyle, de Washington DC, com quem trabalhei em assuntos do Rotary Peace Center e Brian Hall de Louisiana, que conheci durante um Intercâmbio Rotário de Amizade em 2012-13.

Cada um de nós, que estávamos lá pela primeira vez, ficamos em par com um mentor de segundo ano, cujo trabalho era desmistificar o processo. O meu mentor, Nicki Scott, de Chicago, respondeu a perguntas que variaram desde a melhor forma de dominar o material para o que usar para evitar ficar estrangulado com o equipamento de interpretação.

Recebemos o currículo e o guia do líder de formação logo após o Dia de Ação de Graças e fomos fortemente avisados que devíamos estar familiarizados com todo o material antes de chegarmos a San Diego. Então, agora já sabem como passei as férias – e porque é que os cartões de Natal Helman nunca foram enviados.

Eu viajei para San Diego dois dias mais cedo, de modo a já ter ultrapassado o jet leg quando começasse a  formação. Esta provou ser uma sábia decisão. Desde o momento em que nos registamos e adquirimos os crachás com o nosso nome até o final da assembleia, 10 dias depois, os nossos dias foram um borrão de preparar, configurar, ajudar e preparar novamente.

Todos os dias começaram com uma sessão desenhada para melhorar os facilitadores e continuou com sessões práticas, onde se puderam usar as técnicas que estavam a aprender, seguidas de críticas construtivas. Todos os dias terminaram com sessões de companheirismo na suite de hospitalidade e (pelo menos para mim) uma hora de dormir que reconhecia o dia de trabalho seguinte.

A nossa formação foi conduzida com interpretações simultâneas da fenomenal equipa de comunicação global do Rotary. Às vezes, isso exigia uma tradução dupla: por exemplo, se os falantes de japonês, espanhol e inglês estivessem juntos numa sala de discussão, o trabalho exigia tradução do japonês para o inglês e depois do inglês para o espanhol (ou vice-versa). Embora as capacidades dos intérpretes fossem impressionantes, isso significou um ligeiro atraso até que a pergunta fosse “ouvida” por toda a sala.

Esta demora exigiu alguma adaptação, mas valeu a pena. Este ano, pela primeira vez, algumas das salas de discussão durante a assembleia eram bilíngues. Os resultados preliminares sugerem que os futuros governadores portugueses, coreanos e japoneses ficaram muito satisfeitos por poderem interagir com colegas que não fossem dos seus países de origem.

Ser um líder de formação é uma daquelas oportunidades rotárias que deve ser experimentada para ser verdadeiramente entendida. Mas, enquanto penso nas últimas semanas, um paralelo vem à mente. Num mundo em que só se pensa no lucro, uma formação deste calibre custaria facilmente milhares de dólares. Ela vem com um compromisso e uma promessa. Um compromisso que o Rotary valoriza-me como membro e uma promessa de ajudar a criar um Rotary renovado, revigorado e inspirador. Que assim seja.

 

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