Porque é que clubes satélite podem unir todas as idades

Porque é que clubes satélite podem unir todas as idades

Por Yoshisaku Shimamura, Past Governadora do Distrito 2830 e membro do Rotary Club de Goshogawara Evening, Aomori, Japão

São sempre os jovens que constroem o nosso futuro. Ao mesmo tempo, agora vivemos numa era em que a esperança de vida pode atingir os 100 anos. Alguns dizem que 80 pode ser a melhor altura da vida. Eu imagino um futuro em que as gerações mais novas e mais velhas trabalham juntas para promover o ideal de compaixão e cooperação em que acreditamos firmemente no Rotary. Os clubes satélite podem ser a melhor maneira de alcançar essa abordagem. Esta é a nossa história.

No dia 18 de setembro, o Rotary Club de Goshogawara Evening tornou-se oficial no norte do Japão. Eu servi como conselheira e ajudei desde o início do clube. Começamos inicialmente como um clube satélite de um Rotary Club existente. Isto é, os membros do clube satélite também são membros do clube principal e têm dois tipos de associação ao mesmo tempo.

Começamos com 11 membros no clube satélite. Entre eles estavam um ex-presidente e um secretário de um clube que tinha sido obrigado a dissolver-se. Quando expliquei o conceito de satélite, eles disseram “se tivéssemos sabido disto antes, o nosso clube não teria acabado”.

Este ex-presidente de clube era um médico de 80 anos que tinha estudado nos EUA como estudante de intercâmbio, enviado pelo Ministério da Educação do Japão. Ambos estavam muito entusiasmados com o início de um novo clube com membros mais novos. Filhas dos ex-presidentes do clube principal também se juntaram. Inicialmente, parecia que chegaríamos aos 20 membros rapidamente, mas depois de seis meses, ainda não tínhamos o suficiente.

Então decidimos transferir seis membros do clube principal (e eu era um deles). Dois outros membros de um clube vizinho e alguns novos membros também se juntaram. Com 24 membros, o clube finalmente foi oficializado em setembro. Agora temos 26. Após uma discussão, os membros decidiram ter duas reuniões por mês. Não há taxa de admissão e a taxa de associação anual é muito menor do que de outros clubes tradicionais no Japão.

Para receber os membros mais novos, iniciamos um programa de patrocínio para membros com menos de 35 anos. Angariamos doações de 5.000 ienes japoneses (cerca de 44 dólares) do clube patrocinador para que possamos isentar os membros mais jovens de ter que pagar as taxas de adesão. Até agora angariamos 70 mil ienes.

O nosso fundador, Paul Harris, disse uma vez: “A história do Rotary terá que ser escrita uma e outra vez.” Eu acho realmente que os clubes de satélite oferecem uma solução única e gostaria de ver mais clubes a tentar.

Comentários